Livros: Olhai os lírios do campo, Quarto de menina, Morte e vida severina

14:09:00 Ingrid Lemos 6 Comments

Toda vez que procuro dicas de livros encontro páginas que indicam a literatura estrangeira, em sua maioria livros atuais.
Contos de fadas, séries, desenhos, filmes... Na verdade, a atração do jovens do século XXI são livros que pressupõe sobre atividades no mundo que vão além da física, o sobrenatural. Ou até mesmo os romances da mocinha e do mocinho.
O que a maioria não sabe, é que existem livros de romance nacionais que são encantadores.



Escolhi 3 livros nacionais para apresentar à quem gosta de ler.



O romance Olhai os lírios do campo foi escrito em 1938, por Érico Veríssimo.

Eugênio é uma pessoa profundamente infeliz, marcada por uma infância pobre e por experiências humilhantes. Assombrado pelo fantasma da pobreza, cria para si um fantasmagórico complexo de inferioridade que o assombra por grande parte da vida. Eugênio forma-se em Medicina com grandes dificuldades financeiras e espirituais, sentindo-se incapacitado para exercer sua profissão. No dia de sua formatura reconhece na colega de curso, Olívia, a mulher, amiga e amante que vem a ser. Olívia era dotada de grande sensibilidade, serenidade e senso de espírito e era para Eugênio uma espécie de sedativo, pois lhe abrandava o sofrimento. Mesmo assim, Eugênio, que odiava a pobreza, casa-se com Eunice para ganhar "status" e abandona a profissão de médico. Levando a cômoda vida de rico, sente-se deslocado e inútil, tornando-se amante de uma amiga de Eunice, como que para provar sua utilidade.

Neste meio tempo, Olívia parte para o interior, onde dá a luz a uma menina, filha de Eugênio. Passados três anos, Olívia e Eugênio reencontram-se e passam a viver novamente juntos. Quando Eugênio resolve separar-se de Eunice, Olívia morre de uma hemorragia, deixando aos amigos que ficaram uma grande lição de vida.

Eugênio separa-se de Eunice e passa a viver com a filha na casa dos Falk, velhos amigos de Olívia, e recomeça a exercer sua profissão com a ajuda de seu velho amigo, o doutor Seixas.

Tomado de grande ânimo, Eugênio dedica-se, com alma e coragem até então desconhecidas, à medicina.

A crescente felicidade lhe deixa a mente aberta para novos ideais, não simplesmente para ganhar a vida, mas para ter a certeza de existir, pois Olívia sempre dizia: "Considerai os lírios do campo. Eles não fiam nem tecem e no entanto nem Salomão em toda sua glória se cobriu como um deles".


Algo Sobre



Quarto de menina é um romance infantojuvenil escrito por Livia Garcia-Roza, em 1995.

Lívia conta a história de Luciana, uma menina que como todas as outras que estão entre a adolescência e a infância, tem o coração entupido de perguntas, dúvidas e sofrimentos. Filha de pais separados, a jovem observa o comportamento dos dois e faz de seu quarto um refúgio secreto, onde desabafa suas angústias com bonecas e grilos que moram em um vaso de flores. “Papai e mamãe não conversam. Ela fala, ele escuta. Já eu, faço uma conversa com os dedos das mãos, às vezes dos pés. A mão direita é mamãe, a esquerda, papai. A direita vive cansada de tanto se mexer”, revela a personagem.

Luciana olha para o pai, um intelectual discreto e calado, como se ele fosse uma paisagem, daquelas que estão sempre ao nosso alcance, meio distantes, mas no mesmo lugar, como se existissem só para nós. O cotidiano da menina muda quando o pai arruma uma namorada e ela se vê obrigada a sair do quarto para o mundo, encarando a realidade. Lívia escreve um romance que também pode ser lido pelas crianças, principalmente aquelas que estão entre o bicho de pelúcia e a vontade de beijar.


Nova Cultura



O livro Morte e vida severina, de João Cabral de Melo Neto, foi publicado em 1955.

Severino é uma personagem alegórica, ou seja, ele representa a situação do homem sertanejo em sua luta contra a fome, pobreza, miséria, doença e morte. Severino é como tantos outros severinos do sertão que vivem em uma serra magra e ossuda e que fogem dela em busca de melhores condições, mas somente encontram morte, seca, fome e mais miséria.
Toda essa desgraça causa grande angústia e incerteza em Severino que dúvida de seu futuro e do futuro de sua família.
Pelo caminho, Severino encontra um homem assassinado por um pedaço de chão, chega a uma casa em que estão cantando excelências para um defunto e lá, acredita que será mais fácil amansar a terra, e assiste ao enterro de um trabalhador que, finalmente, recebera a quantia de terra a que tinha direito. (Esse trecho, bastante conhecido, é de uma beleza e verdade extraordinárias).
E por fim, quando o filho de José, o mestre carpina, nasce Severino e seu compadre reconhecem a beleza da vida, mesmo quando “de uma vida severina”.

Sempre Tops


E se somos Severinos, 
iguais em tudo na vida, 
morremos de morte igual,
mesma morte severina:
que é a morte de que se morre
de vehice antes dos trinta, 
de emboscada antes dos vinte, 
de fome um pouco por dia

6 comentários:

  1. Se eu não me engano eu acho, acho rs, que li ou comecei a ler pelo menons esse último livro no colégio, mais faz tempo não lembro bem. Mas o noome não me é estranho ;D
    Beijos

    lolaporlola.blogspot.com

    Instagram: stephanieparizi

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    Respostas
    1. Esse ultimo livro é cansativo.
      No entanto, tem uma linda história.

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  2. Eu já li o "morte e vida severina" e gostei bastante... Os demais eu não li, mas já vi comentários sobre. São ótimas dicas!

    Beijokas
    contemrimel.blogspot.com.br

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